Protegido: 1975 Pelos Meus Ouvidos
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Acordei quase em um sobressalto na madrugada, já tomada por um insight. Voltando um bocado no tempo, sete anos de idade, terceira série do primário, primeiro dia de aula, entra na sala Tia Josefina. Ah, como era divertido olhar para a professora e visualizar nela a personagem da música lançada meses antes pela Turma do
Há tempos me pego refletindo sobre o tempo. A velocidade com que ele passa, porém, não me permite registrar todos os meus devaneios. Já quis aqui divagar especificamente sobre esse tema. Mas, vítima de sua própria pressa, também ele acabou sendo atropelado. Nos últimos dias, no entanto, depois dos (vão) esforços para encaixotar uma casa
17 de março de 2020 – Há exatos 5 anos, vi se materializar bem diante dos meus olhos uma imagem que, até então, eu não esperaria ver nem mesmo nos mais criativos roteiros de ficção científica: as abarrotadas ruas da metrópole onde eu morava, quarta maior da América do Norte, de repente pareciam o cenário
Ao invés de terra granulada embebida em água, densos sentimentos encharcados em amargas lágrimas: é esta a composição da areia movediça que há tempos paralisava meus movimentos, sufocava minha respiração, cegava meus olhos, roubava deles o direito ao sono e ainda hoje atrasa meus passos. Os inúmeros grãos que nela se misturam são fragmentos de
Neste artigo do New York Times, Scott Vener, diretor musical de uma famosa série de TV, lamenta o fato de as playlists terem substituído seus blogs de música favoritos e declara que sente falta de ler fãs apaixonados por música falando sobre cada canção que costumavam postar. Eu concordo com ele. Quer dizer, acredito que
Encerrei uma curta série de divagações sobre a saudade com um pequeno e singelo conto de acesso exclusivo a assinantes deste site. A música ali mencionada, porém, embora já amplamente conhecida por pessoas da minha geração, merece ser sempre relembrada ou apresentada aos mais jovens, cujos referenciais de arte musical e literária são, infelizmente, cada
“Você tem saudade do Brasil?” O que era pra ser uma pergunta de resposta “sim” ou “não” me remeteu imediatamente a uma viagem no tempo. Poucos dias antes, havia me sentido sobrecarregada pela “lista de materiais escolares” necessários para a última faculdade que fiz. Ao invés de itens como lápis, borrachas, apontadores, canetas, cadernos e
Estou há meses, senão anos, tentando colocar um mínimo de ordem no caos generalizado que se tornaram meus, literalmente, milhares de arquivos armazenados em nuvens, unidades externas, laptop, tablet, celular e, para choque de alguns (ou muitos), nos velhos e bons cadernos ou qualquer pedaço de papel onde eu possa rabiscar meus pensamentos. É tanta