Na quinta passada, 9 de outubro, eu e mais alguns milhões de fãs ao redor do mundo fomos surpreendidos por uma das piores notícias que um aficionado em uma grande banda teme receber: o anúncio do fim.
Sem qualquer indício prévio, os integrantes do Kodaline – dentre minhas seis bandas estrangeiras preferidas, a única ainda em plena atividade – nos comunicaram que, movidos pelo desejo de encerrar a parceria musical em alta, tomaram a difícil decisão de gravar apenas mais um álbum de estúdio e depois dar adeus ao grupo cujas canções marcaram profundamente os últimos cinco anos da minha vida. Nas palavras de quem catalisou minha relação com eles e me contou essa terrível novidade, não ficamos bem!
Lembro-me da primeira vez que os ouvi. Foi no outono (norte-americano) de 2019. Estava perambulando em uma loja popular – ambiente que me é sempre bastante incômodo, entre outros fatores, sobretudo por causa da minha extrema sensibilidade auditiva – quando uma linda e potente melodia* se destacou entre todos os ruídos ao meu redor e arrebatou meus ouvidos e tudo mais que há em mim. Memorizei alguns versos e mais tarde consegui descobrir que música era, mas não quis ouvi-la naquele momento. À época, morava em um local deveras inóspito e evitava ouvir músicas para não associá-las àquele lugar. Talvez por isso, excepcionalmente, nem tenha me atentado ao nome dos artistas.
Cerca de dois meses depois, já longe daquele ambiente hostil, mas vivendo dias ainda muito tumultuados em função da faculdade que eu fazia, uma das minhas pessoas preferidas no mundo me perguntou se eu conhecia uma banda chamada Kodaline, ao que eu respondi que não, mas me comprometi a ouvir quando minha rotina fosse minimamente reestabelecida – o que, claramente, tardaria mais alguns anos para acontecer. Por isto, cerca de dois outros meses depois, mesmo em meio a um cotidiano tão agitado, resolvi, enfim, “dar ouvidos” àquela banda. Foi então que me dei conta de que era a mesma que cantava aquela música maravilhosa que eu havia ouvido meses antes em uma loja – e foi assim que começou uma das minhas mais recentes e maiores paixões musicais! 🎶🥰
Pouco mais de um ano depois, já em julho de 2021, numa espécie de comemoração remota do aniversário de 30 anos dessa pessoa tão especial, criei três playlists nas quais distribuí a obra da banda que se tornou mais um forte vínculo entre nós em diferentes ênfases. Na primeira coletânea estão as músicas mais intensas e intimistas – são estas as que me tocam mais visceralmente e que, aos meus ouvidos, melhor transmitem a essência do trabalho desses talentosos artistas; na segunda, em um clima quase diametralmente oposto, as que eu gostaria de um dia usar para animar uma festa (sim, dá para animar uma festa só com músicas do Kodaline!); na terceira, as músicas regravadas por eles, precedidas de suas respectivas versões originais, bem como as colaborações com outros artistas.
Não pretendia falar sobre essas playlists por agora, mas ao ouvi-las ontem numa espécie de “preparação” antecipada para os dois shows de despedida que acontecerão na Irlanda em junho de 2026 (sim, já garanti meus ingressos! 🤗), me dei conta de que talvez este seja, na verdade, o momento ideal para dar a elas o merecido destaque. Para os que ainda não tiveram o privilégio de conhecer o grupo, devo alertar que podem se apaixonar! Para os que já são apaixonados, desejo que encontrem nelas uma emocionante retrospectiva das canções que nos marcaram durante os últimos anos, bem como uma fiel companhia para o resto de nossas vidas. Afinal, para fãs genuínos, novatos ou veteranos, independentemente do que aconteça com nossas bandas preferidas, suas músicas seguirão conosco para sempre, muito além do fim.
*Shed A Tear, faixa #16 na playlist Kodaline – Beyond The End, até hoje uma das minhas três músicas favoritas da banda.
♪ KODALINE – BEYOND THE END
[Uma playlist de Musings N’ Music]
Uma coletânea das músicas do Kodaline que, aos meus ouvidos, melhor transmitem a essência da banda e que me tocam mais profundamente – e sei que continuarão a tocar, mesmo além do fim.
♪ KODALINE PARTY
[Uma playlist de Musings N’ Music]
Uma coletânea de músicas do Kodaline para dias de festas.
♪ KODALINE – COVERS + FEATS
[Uma playlist de Musings N’ Music]
Músicas regravadas pelo Kodaline, precedidas de suas respectivas versões originais, e colaborações com outros artistas.
⚠️ Essa playlist tem um caráter quase que meramente, digamos, informativo. A presença de uma música aqui não necessariamente significa que eu goste dela. Verdade seja dita, algumas gravações originais bem como uma releitura, com participação da banda, do que considero ser a melhor música de protesto de todos os tempos são de fato sofríveis aos meus pobres ouvidos. Dito isso, acho as versões de The Rare Auld Times, Teenage Kicks, Running To Stand Still (infelizmente desabilitada para contas brasileiras, mas por sorte disponível aqui) e All My Friends absolutamente brilhantes! Além disso, tenho em Hold You, colaboração com a cantora escocesa Nina Nesbitt, nada menos do que uma razão para viver! 🥹
▷ Músicas em ordem cronológica de lançamento das gravações do Kodaline (no caso das regravações, precedidas pelas respectivas versões originais).
▷ Roubando (e descontextualizando 😬🙈😇) um verso de uma das músicas da banda, todas as playlists acima são dedicadas a uma pessoa que faz meu mundo inteiro parecer tão certo, mesmo quando ele está completamente errado. ♡
▷ Para saber como tento organizar minhas playlists, leia Notas Sobre Minhas Playlists No Spotify.
